21 de Novembro de 2014

Praga #2 - A ilha de Kampa e o Castelo

A Ilha de Kampa 



Saem da Ponte Carlos do lado de cá (o do castelo), descem umas escadas à esquerda e entram naquele que é uma espécie de oásis. A Ilha de Kampa. Menos barulho, menos turistas, menos. Não fosse esta a zona que abriga o Mural de John Lennon. E não é ele um indelével símbolo da paz? É, pois. Infelizmente, dois estudantes, no início desta semana, acharam que seria excelente ideia pintar o Mural de John Lennon de branco por acharem que estava na hora de lhe dar um novo começo. Enfim. "Não se pode fazer nada destas pessoas, mas também não as podemos deitar fora", já escreveu Irvin Yalom. O Mural tem - e uso o presente porque nem a estupidez lhe abafará a importância - uma importância enorme numa cidade que foi dominada e reprimida pelo comunismo durante longas décadas. Era controverso e subversivo, os jovens deixavam - e ainda deixam - lá as suas mensagens, escreviam as letras das músicas do John Lennon o que espicaçava o governo da época que os chamava de alcoólicos, atrasados mentais, entre outras coisas. Pelos vistos, tivemos a sorte de ainda o ver pintado, com folhas outonais aos pés, caídas, como também caiu o regime na Revolução de Veludo (que tem este nome por ter acontecido sem recurso à violência, tal como o nosso 25 de Abril).


19 de Novembro de 2014

Praga #1 - A Cidade Velha, o Bairro Judeu, Malá Strana e a Ponte Carlos (Rio Vlatva)

Ainda agora voltei e já quero voltar. É fácil apaixonarmo-nos por Praga que nos envolve e não nos devolve. A cidade que inspirou Kafka que lhe chamava de "querida pequena mãe". E é. É mágica, é um palco e tudo lá parece "um faz de conta". E é. Porque uma cidade assim não é coisa real. Não é. É um violino qualquer a tocar, são as marionetas em madeira, o gótico, o barroco, o relógio da torre que nos interrompe a fantasia e nos chama para a realidade. Porque até os sonhos têm que ter um compasso. Pois têm. Praga é o Vlatva atravessado pela Ponte Carlos que nos leva à Malá Strana e depois ao castelo e depois ficamos por lá a imaginar as estórias que ele nos contaria se falasse, mas "nem as paredes confessam" e, certamente, não aquelas. Aquelas não. Até porque Praga não seria Praga e os segredos que lhe pertencem fossem deslindados. E dizem para passarmos a mão nas estátuas da ponte porque dá sorte e eu pergunto-me que sorte quer esta gente mais do que poder estar ali a contemplar aquela cidade aristocrática tocada por anjos e contada por Kafka, por Kundera, por Mozart. Praga emprestou-se ao mundo e a sorte do mundo é essa. E, apesar do mundo inteiro estar lá, ela tem qualquer coisa de menina, de inocente, de solitária. E não há nada mais certo e inteiramente nosso do que a solidão.

Praga também é o mural de John Lennon com desenhos e frases a interromper a mão pesada do comunismo. São versos de música a inspirar a revolução que se fez coberta de veludo, sem violência. John lives. 

Tinha que vos escrever esta introdução. Porque quero voltar, porque gostei muito e porque foi a única cidade que teve a habilidade de emocionar na despedida. Esta cidade é um milagre. And you may say I'm a dreamer but I'm not the only one. 

Vamos passear.

A Torre do Relógio e a Cidade Velha


Foi esta a nossa primeira paragem, o coração da cidade. Em checo a Staromestske Namesti, em português a Praça da Cidade Velha. É nela que o gótico e o barroco se encontram por via da Catedral Tyn e da Igreja de São Nicolau, respectivamente. O relógio astronómico - Orloj - vai avisando as horas às milhares de pessoas que por lá passeiam e, se subirem a torre, têm uma visão panorâmica do local. É essencial que o façam. É de lá que conseguem, realmente, ver a beleza da praça e a imponência de toda a cidade que se constrói em milhares de casinhas de telhados cor-de-laranja. E eles sucedem-se, uns atrás dos outros, sem ordem certa até que se perdem no horizonte e na base da colina do castelo que, desta perspectiva, nos parece apenas uma promessa pintada a aguarela. Num dia de sol, é um cenário que vão entesourar na vossa mente - e, sobretudo, no coração - para o resto da vida. O meu querido namorado achou por bem irmos pelas escadas e não pelo elevador e eu, pessoa frágil e muito pouco dada a grandes exercícios físicos, ia tendo três paragens cardíacas pelo meio. Ainda assim, dou a mão à palmatória e admito que tem mais piada porque podemos apreciar o edifício e as suas muito estreitas escadas. Ao belo relógio está, no entanto, inerente uma histórica tétrica. O mestre-relojoeiro Hanus foi cegado após a sua construção para que não pudesse reproduzir tal beleza em lugar algum. Em consequência desta acto cruel, o mestre avariou o relógio e ninguém o conseguiu consertar durante um século. Ora, tomem lá. Bem feita! 

Para subirem, o preço de um bilhete para adulto é de 100 coroas checas, cerca de 3,60 euros. Já agora, tenham cuidado lá no topo porque a qualquer momento podem ser empurrados por um qualquer turista japonês desesperado por uma fotografia. Juro que temi pela vida. Aliás, o principal problema de Praga é o excesso de turismo, nem todos o epíteto do civismo. 

Nesta praça, há ainda uma estátua dedicada a Jan Hus, um reformador religioso que foi queimado vivo pela Igreja Católica pelas crenças contrárias às vigentes. Infelizmente, aquando da nossa visita, a estátua estava em obras, daí não ter tirado fotografias. 

A minha parte preferida são as ruelas adjacentes. Percorrê-las sem mapa, mas a perdermo-nos apenas na sua beleza. Fervilham. Pululam com vida, com música. Cheiram a doces acabados de fazer. As fachadas dos edifícios pintam-se em amarelo, azul, laranjas, são lisas, têm desenhos, têm grandes janelas, têm janelinhas. Não há regra e a falta dela resulta numa harmonia inesperada como se tivessem mesmo que estar assim arrumadas nesta Praga. Entre elas, está a Dum U Minuty, a casa preta outrora gótica, mas reconstruída no auge do período renascentista, onde Kafka viveu entre 1889 e 1896 e a Praça Franz Kafka onde o autor nasceu. Não esperem que não fala muitas vezes sobre ele durante estes posts. É o meu cliché preferido.

Mas! Seguindo viagem.

12 de Novembro de 2014

Sobreposições em tons de cinzento

Imagens do Tumblr Fashiion-Gone-Rouge e Naimabarcelona

A Górgona era uma criatura da mitologia grega que transformava em pedra todos os que olhassem para ela. E é nela que penso quando vejo estes looks totais numa das cores da estação: o cinzento.

O cinzento nunca deixou de ser uma cor tendência. Aliás, nem sei se tal coisa existe. Este ano, está particularmente presente nas inspirações que nos vão chegando. Primeiro pela mão dos desfiles de moda (Alexander Wang, Céline, Isabel Marant), depois por via das grandes lojas e, no fim, pelas imagens de streetstyle. Podemos dizer que é o Outono/Inverno das 50 shades of grey (tinha que vir a alusão, que previsível). E é nesse sentido que vem este post. O cinzento não está numa peça. Está em várias peças com texturas e tons diversos que, pasmem senhoras, se usam todas ao mesmo tempo. É uma sobreposição atabalhoada que de atabalhoada não tem nada porque, no fim, é como se aquelas peças todas estivem destinadas a ser vestidas precisamente assim. Quanto a mim, é chique a valer, causa impacto, é imprevisível. Mas! Nada como um bom punhado de imagens para nos inspirarmos. E quanto a vocês, gostam?

11 de Novembro de 2014

PACKING


for Prague.
Claro que, quando a ansiedade é muita, começa-se a preparar a mala mais cedo. Ainda por cima, vou de comboio o que significa que não há limite de peso! Free at last, free at last, thank God almighty I'm free at last! São estes alguns dos meus essenciais que, em boa verdade, são essenciais também aqui. A Mango Premium veio cheia de coisas boas e não resisti a esta camisola ou, melhor dizendo, ao corte da gola desta camisola. É em lã, muito quentinha e confortável. O Daniel Wellington, que agora me diz as horas na sua simplicidade e modelo clássico, vai assinalar os momentos felizes que, com certeza, nos esperam. Para comprarem um com 15% de desconto, usem o código laisszmoi (é mesmo sem 'e') no check-out e está feito. Sou uma querida, digam lá?

10 de Novembro de 2014

Crepe recheado com brie, rúcula e bacon


Ora, aqui vai uma receita muito inspirada por este post da Mafalda. Houve noite de crepes aqui em casa e os ingredientes foram improvisados. Improvisado que é como quem diz... nós arranjamos sempre uma boa desculpa para meter brie e um ovo estrelado no que cozinhamos. Esta receita dá para quatro crepes já a contar que o primeiro vai sair todo torto! E não sai sempre?


7 de Novembro de 2014

O.P.I - Nordic Collection

Verniz cortesia Pondera e O.P.I
Arranjar as unhas em casa pode ser uma verdadeira seca, sobretudo se dois dias depois de as ter pintado, já estiverem todas a lascar. Por isso, tento comprar vernizes com durabilidade de, pelo menos, uma semana. Já tinha tido usado vernizes da O.P.I e agora tive a oportunidade de experimentar a "Nordic Collection" inspirada nas cores dos países escandinavos. E que cores. E eles aqui tão perto. O azul da paisagem norueguesa recortada por fiordes, as casas de cores vivas na Copenhaga e a luz destes países do Norte da Europa bem diferente da nossa que é mais despojada. Acho que o sol deles é igual à personalidade. Altivo e enigmático. Assim é o verniz que estou a usar na fotografia, o Viking in a Vinter Vonderland, num tom púrpura escuro e opulento igual ao das folhas de Outono ali do passeio. Gosto muito do pincel que é longo e fácil de manusear, seca muito rápido (o namorado agradece visto que quando começo a pintar as unhas tapa logo o nariz com a t-shirt... é só aqui em casa que isso acontece?) e também é fácil de remover, o que não deixa de ser um ponto importante! Pintei as unhas na passada Quinta-feira e só tive que voltar a pintar ontem. How cool is that? Muito aprovado!

A colecção é composta por doze cores no total e pode ser comprada na Perfumes & Companhia. Cada verniz custa 14,50€. 

6 de Novembro de 2014

PRESS DAY OYSHO - Primavera/Verão 2015


O Royale Café, em Lisboa, recebeu, esta semana o Press Day da Oysho que é como quem diz o dia em que foi possível ir dar uma espreitadela ao que a marca vai ter nas lojas na Primavera/Verão de 2015. E ainda falta tanto! Quando se chega a uma cidade nova, como eu cheguei aqui a Hamburgo há uns meses atrás, uma das coisas que fazemos é ver que lojas há. Pois claro, eu sou vaidosa. Infelizmente, não existe aqui a Oysho que para nós é tão normal ver em quase todas as cidades portuguesas. Crazy germans que não sabem o que perdem. Resta-me o on-line e as saudades de ir à loja ver as novidades! É engraçado ver a marca a crescer. Lembro-me perfeitamente do primeiro pijama que lá comprei com uns calções cor-de-rosa às bolinhas brancas e, como não podia deixar de ser, com a bela da gata mais famosa do mundo (Hello Kitty) estampada num dos cantos. Aos 26, já não ligo grande coisa ao bicho e a minha estética em tudo se identifica com a da loja que também ganhou maturidade e que nos "entretantos" alargou o leque de oferta para o gymwear, percebendo que esta "moda do saudável" veio para ficar. Vamos então conhecer a colecção? 

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