28 de Julho de 2014

Falemos então sobre as Birkenstock



Em termos de tendências, este é o "Verão do chinelo feio". Talvez por isso e talvez por estar a viver no país onde elas foram criadas, acabei por me deixar levar pelas famigeradas - e pouco consensuais - Birkenstock. Adivinhem? Não as tenho tirado. Com a sola ergonómica que deixa o pé "sentar" tão bem, são o conforto que procuro para calcorrear as ruas de Hamburgo. Acabei por optar pelo modelo Madrid em prateado. A ideia de que fazem o pé grande leva chumbo deste lado até porque depende muito da forma como as conjugamos. E não, não passa por usá-las com meias brancas (mas há quem pense que sim, oh se há! Basta ir ali à fila do supermercado!). Note-se que estão longe de ser novidade, nada disto é o "admirável mundo novo" fashion wise (só o é para mim). Na verdade, as origens remontam - imagine-se - ao século XVIII. Maaaas, estão, sem dúvida, a atravessar um 'fashion moment' e há por todo o lado boas inspirações sobre como usá-las sem parecer que fomos só ali à rua comprar pão. Estou convencida de que se vocês pesquisarem bem sobre o assunto, ficam convencidas sobre esta marca que torce muitos narizes... tão convencida que já ando a pensar mandar vir um segundo par. 

16 de Julho de 2014

H&M HOME


Não sei por onde andei, mas ainda não tinha dado conta que a H&M tem uma secção "Casa". Infelizmente, no site português ainda não dá para comprar. Aliás, só cheguei até ela porque entrei no alemão. E que belo achado! Tem fotografias como estas, carregadas de boas ideias e um vasto leque de peças a preços muito acessíveis (mais do que a Zara Home). As inquietas pela decoração que gostam de estar sempre a enriquecer a casa com detalhes novos, têm aqui uma boa opção para o fazer quando quiserem sem perder de vista o orçamento. A atmosfera deste catálogo (os suecos sabem fazer a coisa) é simples, minimalista e com cores frias enriquecidas com veludos cor de amora, tons pastel ou acessórios em rosa dourado. Pretty much my dream home e, aqui entre nós, gosto mais desta parte da H&M do que da parte das roupas. Visitem o site aqui

14 de Julho de 2014

What a Mr. Wonderful world


Há pessoas com ideias e imaginação que fazem do mundo um lugar mais bonito. Esta encomenda chegou até mim com conteúdo incógnito mas a fita-cola que a selava deixava-me uma pista. Ao lado da imagem de um saquinho voador com cara risonha, podia ler: "Volando voy, volando vengo, por el camino, no me entretengo". A atenção ao detalhe e o cartão dirigido a mim que vinha no interior teriam já sido suficientes para me deixar com um sorriso na cara. Mas, à medida que a fui "descobrindo", dei por mim a exclamar uns "aaaawwww" prolongados. Sou pessoa que adora citações e frases feitas, das que nos empurram e inspiram. Acho que já por aqui vos contei que costumava ter um caderno onde apontava as que ouvia em filmes, músicas e séries. Aos objectos da Mr. Wonderful, podemos chamar "animadores do dia". Desenhos amorosos e divertidos que surgem desde a caneca que agora uso para tomar o pequeno-almoço às chaves de casa. Eu a bolacha, o namorado o copo de leite - "llaveros molones para los que se quieren a montones".  Comigo na carteira, tenho os espelhos. O que é de uma rapariga sem o seu pequeno espelho? Nada. Impossível andar por aí com o risco do olho fora de sítio ou o batom nos dentes. O drama. O meu espelho preferido é mesmo o do panda que padece do mesmo que eu. Nele uma delícia, em mim só lá vai com anti-olheiras.

Por baixo do logo da marca, podemos ler "diseño gráfico para gente no aburrida". Precisamente! 

O casal de designers (de Barcelona) que nos adoçam os dias dizem-nos que a ideia surgiu no sofá por baixo de uma manta. De facto, as boas ideias surgem quando menos esperamos. O sucesso "rebentou-lhes" nas mãos, têm uma loja on-line, já colaboraram com a Oysho e agora, minhas sortudas e meus sortudos, podem encontrar a marca em todas as FNAC do país. Preços acessíveis e prendas deliciosas - para vocês próprios e não só. Visitem o site porque há uma variedade incrível de produtos... difícil é escolher. 

Se o Louis Armstrong recebesse esta caixa em casa, reformularia, por certo, a letra:

♫ And I think to myself, what a Mr. Wonderful world. 

10 de Julho de 2014

To blazer or not to blazer

Blazer Weekday // Capa cortesia Another Case

A minha vida era mais simples quando a Weekday não estava tão perto. 

Quem é que eu quero enganar? Adoro a loja e, ainda mais, o facto de estar mesmo no coração da cidade onde passo quase todos os dias. Uma loja de origem nórdica, boa música ambiente (muitas vezes passada por um DJ) com peças simples e edgy a preços muito convidativos. Entrou em saldos e é comprar jeans a 10€, camisas giras a 12€ ou t-shirts para usar e abusar durante o Verão a 5€ ou 8€. Vale ou não vale a pena? A isso sim, eu chamo saldos. Acontece que numa das minhas visitas à procura de mais uma pechinchas, dei de caras com este blazer. Eu acho que os blazers nos somam cinco ou dez anos assim de um segundo para o outro. Puft. Já está. É a peça que faz toda a gente levar-nos mais a sério. "Olha ela de blazer. Respect!" Acontece que não sou pessoa de gostar de me ver com o dito cujo, já comprei e acabei por me desfazer deles. Ora, temo que com este vá ser diferente. Não está em saldo, nem é assim tão barato. No entanto, tem um tecido fluido perfeito para noites mais frescas de Verão ou para os dias de meia-estação, dois cortes laterais que fazem toda a diferença, uma lapela fina e uns ombros bem menos estruturados do que "os do costume". Lá o voltei a pousar no chariot um bocadinho triste, não comprei logo - a vontade era muita! - mas ainda não me saiu da cabeça e acho mesmo que será um bom investimento. Gostam ou nem por isso? É uma peça que usem muito? Opinem! :) 

8 de Julho de 2014

Como gostei de ti, Berlim.

Acordar às 6h da manhã é diferente quando sabemos que estamos a saltar da cama para ir conhecer um sítio novo. Assim foi este fim-de-semana. Três horas de carro até à esfuziante capital: Berlim. Avenidas largas, prédios altos, lojas com montras de cinco metros, cafés, restaurantes, pessoas, miscelânea de culturas, um ritmo frenético que podia bem compassar um qualquer poema de Álvaro de Campos. Vida, muita vida a fervilhar. A Alexanderplatz que nos recebeu. Mercados coloridos e pitorescos, a ilha dos museus - uma peça tirado de outro puzzle qualquer que encaixa e não encaixa na cidade. O pequeno ciganito moreno e de olhos sonhadores a soprar no saxofone o "Papa Americano" pela rua, pela ponte, pela ilha. O cinzentismo do Memorial aos Judeus, triste como é esse período da História. Não nos esqueçamos, nunca nos esqueçamos. O muro. Longo, colorido, o que separava e agora nos junta. Milhares de pessoas, de imagens sagazes, assinaturas de turistas de todo o lado do mundo. Muitas fotografias. A Brandenburg Tor, imponente a por termo à avenida que nunca mais acaba. Andmos, andamos, andamos e o destino parecia que se ia afastando enquanto andávamos de tão comprida que é. O Checkpoint Charlie. Se fechássemos os olhos e ignorássemos o McDonald's que há ao lado, conseguíamos recuar no tempo, sentir a Berlim dessa altura, bem diferente da de agora. A Potsdamer Platz, moderna, com linhas minimalistas, luzes no tecto a mudar quando a noite cai, prédios envidraçados a reflectir o céu e a lembrar-nos que a arquitectura não é mais que uma extensão da natureza. Tanto visto, tanto para ver. Uma nova visita à espera. O quanto antes! A hora de vir embora chega sempre com teimosia. 

Ainda há tanto mundo para ver. 
Como te adoro, Alemanha. Como gostei de ti, Berlim. 

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